domingo, 17 de janeiro de 2010

CPMF é um tributo perverso e injusto

A CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira) é um dos tributos mais cruéis cobrados no Brasil. É uma cobrança de efeito cumulativo, onde se elevam os preços, produzindo distorções incontornáveis. Essas distorções são especialmente graves em um país como o Brasil, onde a carga tributária já responde pela metade do preço da maioria dos produtos consumidos.


Essa carga é típica de estados de bem-estar social. Nos países em que escolas e estradas caem aos pedaços, torna-se um escárnio. Brilhantemente, o Democratas fechou questão com a sua bancada e irão votar contra a CPMF. Os outros partidos deveriam seguir o mesmo exemplo, aliás, como querem que o Brasil alcance um maior desenvolvimento econômico se não querem baixar os impostos?

Espero que alguns senadores indecisos percebam o seguinte. Além de sua perversão inigualável na constelação de tributos brasileiros, a contribuição provisória sobre movimentação financeira tem uma característica única: o fracasso de seus propósitos.

O dinheiro da contribuição serviria para: erradicar a dengue; reduzir a incidência de malária para 100 mil casos por ano; cortar pela metade a taxa de mortalidade infantil; elevar o valor pago pelo SUS por consulta ambulatorial. Ou seja, onze anos depois da reimplantação do tributo, nenhuma dessas metas foi cumprida. O número de casos de dengue, por exemplo, doença que deveria ter sido erradicada, só faz crescer. Agora, de nada adianta o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pronunciar-se oficialmente.

Agora pergunto: como querem prorrogar a CPMF sem que hospitais tenham melhorado ou epidemias, como a dengue, desaparecido?

O Senado precisa derrubar esse perverso tributo, pois nas mãos do governo, esse dinheiro tende a se perder no ralo do desperdício e da corrupção.



Jornal de Brasília - 2007
http://migre.me/gKLv

O quarteto da ética moral e intelectual: Os Tucanos Tasso Jereissati e Arthur Virgílio, e os Democratas José Agripino e Rodrigo Maia



Sr. redator,


Lamentável, em todos aspectos, a absolvição do senador Renan Calheiros. O Estado brasileiro não tem mais moral para exigir que seus cidadãos cumpram as leis. Sonegar impostos, infringir as leis de trânsito, ignorar o estatuto do desarmamento passam a ser direitos de todos. Enquanto o insaciável governo quer prorrogar a CPMF, boa parte do dinheiro público se esvai em excessivos ministérios, milhares de novos cargos de “confiança” e pela corrupção. Mas é bom deixar claro que ainda existem senadores éticos em nosso país. Eles sempre procuraram defender investigações sérias e profundas para tentar dar uma resposta à sociedade brasileira com o intuito de restaurar a imagem do Senado Federal. O pior é que essa crise não abala apenas o senador Renan, mas todos os senadores, mesmo aqueles éticos e responsáveis. Daqui em diante irei colocar minhas fichas no trabalho dos senadores da oposição.

Murilo Augusto de Medeiros, 16 anos
Brasília - DF

Correio da Bahia - 2007

Crise do Renan Calheiros



Essa crise do Senado passou de qualquer bom senso. A imprensa está de parabéns por trazer novas denúncias contra o senador Renan Calheiros, mostrando que sua absolvição ficou inviável. O Senado não se pode rebaixar ao mesmo patamar moral de Renan, precisa mostrar à população que a nossa política tem salvação. Torço para que o Senado se recupere o mais rápido possível dessa crise que abala todos os senadores, mas para isso precisa cassar Renan e vetar a CPMF.

O Estado de S.Paulo - 16 de outubro de 2007
http://migre.me/gKHB